sexta-feira, dezembro 23, 2011

Feliz Natal e Bom Ano de 2012

Aos contribuidores, comentadores, amigos e visitantes do blogue, Boas Festas de Natal e Ano Novo.
Pudesse eu ser o Natal

Pudesse eu ser o Natal,
E o mundo seria:
Um Reino Universal
De Amor e Poesia!

Natal palavra doce
De esplendor tão divinal,
Se bem compreendido fosse,
Bem mais doce seria o Natal!

Para mim já foi Natal,
Já sonhei, já tive esperanças!...
Hoje o Natal é de saudade,
Que o Natal é das crianças.


Castro Reis

25 comentários:

Anónimo disse...

Lindo!
Que a palavra NATAL encha os corações de esperança, paz e amor.

Anónimo disse...

Aproveito esta oportunidade para desejar a todos os meus conterrâneos amigos os votos de Santo e Feliz Natal e de Ano Novo 2012 próspero.
asp

Anónimo disse...

Feliz Natal!!
E um Prospero Ano Novo ;Para todos os nossos
conterraneos e amigos.

MASD e Familia

Anónimo disse...

Muito bonito este postal.
A quadra natalícia releva muita humanidade e descrição.Os sobralenses também sabem cultivar estes dons que em Portugal estão muito esquecidos...
Continuação de BOAS FESTAS.

Anónimo disse...

Como acontece em muitas áreas em que o costume se sobrepõe à lei, a Noite de Natal nas aldeias constituía uma excepção quer ao mandamento "não roubarás", quer à norma que punia o crime de furto.
Até aos anos 70 era comum os rapazes (normalmente os que nessa ano tinham ido à inspecção) ocuparem-se de arranjar o "madeiro" para a fogueira do Natal, no Largo da Igreja.
Ainda que, em termos formais, isso constituísse um ilícito, era por todos tolerada nessa noite que alguns troncos de pinheiro ou de castanheiro desaparecessem e fossem levados para a fogueira.
Tudo corria sem problemas e, o mais que poderia acontecer, era o "lesado" tomar cuidado para que no próximo ano não fosse ele de novo a "vítima".
A partir dos anos 70, a opção passava por recorrer aos serviços de um tractor (o do Ti Brás) para ir buscar toros ou raízes de pinheiro aos montes.
Vem isto a propósito de um caso que, segundo os jornais, se passa no Sabugal: um indivíduo fez queixa contra outros por lhe terem "furtado" alguma lenha que serviu para alimentar a fogueira do Natal.
Sem que conheça os contornos do caso, trata-se de um conflito que normalmente opõe os "da terra" aos "forasteiros" que não compreendem o significado de algumas tradições.
É o mesmo conflito de interesses que também se verifica quando se pretende que os sinos das igrejas deixem de dar as badaladas a partir das 10 horas da noite até às 7 da manhã, a pretexto do "direito ao sossego", desconhecendo a importância que nas aldeias sempre foi dado ao toque dos sinos que, para além do mais, marcava todo o ritmo da aldeia (desde a percepção das horas, ao anúncio, em toques cifrados, de acontecimentos importantes: mortes, missas, celebrações ... e também toques a rebate, em situações de urgência).
AAG

Anónimo disse...

Um pouco de Història.

A propòsito do que se passou no Sabugal citado no precedente poste.

Caso semelhante aconteceu no nosso Sobral mas claro, jà là vâo mais de 50 anos.

Para alimentar e para quem queira saber, segue a història:

Pelo Natal de 1958 um grupo de rapazes do qual eu fazia parte organizou a consoada en casa do Ti Ramos "o Ti Ramos faleceu ha volta de tres anos".

Segundo as tradiçôes do tempo, o bacalhau e as batatas foram roubadas aos nossos pais e as couves foram apreendidas no barroco do Tarrastal.

Depois da couvada em casa do Ti Ramos, seguimos até ao Café do Ti Machado, à ponte.
Ali, nòs lhe compramos uma garrafa de 4l de anis que ele là tinha.
A partir daì seguimos pelas ruas.
Paramos no Forno da Bica onde parentes meus estavam cozendo pâo "Broa".
Nòs comemos "guleima" pica quentinha e eles beram anis.

À meia noite chegaramos ao Cabecinho. Mas tudo continuava muito calmo no Sobral e nesse ano ninguém tinha previsto que iria haver fogueira e muita lenha se encontrava assim ao nosso dispor.

E foi assim que alguém do grupo nesse momento disse: Vamos fazer a fogueira!
E de imediato cada um de nòs deitou as mâos à lenha e à "joina" que foi encontrada até chegar ao Adro.

Depois da fogueira acesa, começaram aparecer ao lado da Sacristia pinheiros "icognitos"** que tinham sido confiscados no lagar do meio.
E que em vez de servirem para fabricar o azeite foram utilisados para aquecer o Deus menino de 1958.

Enfim, aqui começa a nossa historia do Sobral semelhante à do Sabugal.

No dia seguinte, dia de Natal, os donos do lagar e dos pimheiros começaram à busca da malta que tinha participado no fomento da fogueira.

E, foi ali, que um amigo???? escorregou... e foi nomeando alguns companheiros que faziam parte do grupo.
Os donos do lagar là foram entâo encontar (falar) com o Regedor??? Nâo me recordo quem era.
E os companheiros alvejados, là pagou cada um 50$00 escudos, sem no entanto terem divulgado os restantes do grupo.

** Icognitos: Os que se encontravam na fogueira nâo sabiam quem trazia a lenha, que era depositada ao lado da Sacristia.

Recordaçôes... dum passado jà distante.

LSS

Anónimo disse...

O meu amigo AAG disse tudo. O normal era o lesado tomar cuidado para o próximo ano, e de uma vez para sempre, e era mesmo assim. Lembro os conselhos de minha mãe que dizia arrecadas esta lenha, a serrada e rachada, a que o podia ser, e podes deixar aquela para aquecer o Menino. Lenha, sem formato, particularmente cepas e troncos de difícil trato. Esta, ao outro dia de manhã, não estava lá e ninguém se aborrecia. A lenha que ardia no adro raramente podia entrar no fogão. As aldeias antigas, como a nossa, viviam autoreguladas numa espécie de convenção que não necessitava de ser verbalizada e resultava da boa experiência.
asp

Anónimo disse...

Tudo isto,e muito bonito as janeiras, a fogueira o presepio ,a porta travessa da Igreja , feito pelo saudoso VERGILIO e seus amigos .O pior de tudo era
quando alguem, se lembrava de atirar para a fogueira
algum pneu de borracha .De momento tudo bem.ninguem dizia nada .O diabo era quando eu e a minha colega, dona Maria Geraldes no mes de Janeiro nos juntava-mos para a limpeza da Igreja .Da para imaginar.Vvalia-nos 3 ou4 criancas que
sempre apareciam e nos traziam a agua da fonte.

A dona Maria Geraldes, irma do conterraneo
Laureano e a todos os sobralenses votos de UM FELIZ ANO NOVO

goncalvitas

Anónimo disse...

Desculpem os erros ; este computador hoje nao quer
ser meu amigo.
BOAS FESTAS
goncalvitas

Anónimo disse...

... e votos de BOM ANO para a comunidade de Montreal,sempre activa e presente(embora ausente de Portugal fisicamente).
Um nativo sobralense.

Anónimo disse...

... E Votos igualmente de um Novo Ano Feliz, com Saude, Paz e prosperidade para todos os sobralenses, residentes ou espalhados pelo mundo fora.

Um sobralense... ausente... mas sempre presente com o Sobral no coraçâo.

Anónimo disse...

Gonçalvitas...!

A Sra. Maria Geraldes, vive presentemente em Montréal no Canadà.

Està com 85 anos e de perfeita saùde e deseja para todos(as) vos as maiores Felicidades.

Anónimo disse...

Lembro bem a mãe da Ti Maria Geraldes e a Ti Maria Geraldes, nos caminhos da Giesteira,gente boa e trabalhadora. Não tenho memória do irmão Laureano, e soube dele por este Blogue. Desejo que tenham um bom ano 2012 nessa cidade onde a Língua Portuguesa é falada por cerca de 150 000 pessoas, algumas que eu conheço bem.
asp

Anónimo disse...

Corrijo,é em Toronto que há cerca 150 000falantes de português e não em Montréal.
asp

Anónimo disse...

...e votos de um Bom Ano também para os sobralenses residentes na região de Vancouver,que compreende algumas dezenas de famílias. Cidade muito interessante e que prima por ser considerada uma das cidades com mais qualidade de vida no Mundo, há vários anos.
Como informação complementar,em 1978 residiam nesta urbe metropolitana(a terceira cidade canadiana), mais de 20.000 falantes de português(também havia muito brasileiros).Já então,era uma comunidade muito activa,desde conceituados médicos,advogados,engenheiros e empresários dinâmicos,na grande maioria dos casos eram filhos da primeira geração de emigrantes das ilhas dos Açores e do Continente.

Anónimo disse...

Amigo ASP.

Aqui, ne regiâo de Montréal, ha cerca de 100.000 falantes português.

Na cidade de Montréal vivem duas grandes familias sobralenses que com grande mérito horram a nossa aldeia do Sobral.

Desejo salientar que ha membros dessas familias ocupando com grande éxito certos lugares de destaque na comunidade portuguesa.

Anónimo disse...

De Montréal, Canadà.

Votos de Felicidade, Saùde, Amor, Paz e Prosperidade a todos os sobralenses e portugueses espalhados por todos os Continentes do mundo!

Que o Novo Ano 2012 seja o melhor para todos.

Anónimo disse...

Nesta mensagem de Boas Festas, chegamos a um dos temas mais interessantes que eu abordei em 2008 no 1.º volume do meu Portugal Descoberto: a Língua Portuguesa no Mundo

QUADRO N.º 1
Países de Língua Oficial Portuguesa
Continente País População

África Angola 10900000
Cabo Verde 415000
Guiné-Bissau 1400000
Moçambique 18000000
S. Tomé e Príncipe 182000
América Brasil 186112794
Europa Portugal 10566212
Oceânia Timor-Leste 800000
Total 228376006

A estes 228.376.006 falantes de português devemos pois somar os de Paris, de Toronto, de Montréal et
e chegamos aos 230.000.000
Com acordo ou sem acordo ortográfico, Camões deve estar orgulhoso de nós
asp

Anónimo disse...

A emigração portuguesa (tal como acontece com muitos outros países, como a Itália, a Grécia ou a Irlanda) constitui uma outra epopeia. Porventura menos falada do que a dos Descobrimentos, mas não menos importante para Portugal e para os países de acolhimento.
No que respeita ao Sobral, não haverá, creio, família alguma que não tenha sentido os efeitos (positivos e negativos) da emigração.
No que me diz respeito, senti-os ainda antes da saída em massa que ocorreu a partir dos anos 60.
Sendo a 1ª geração de emigrantes a mais sacrificada (língua, dificuldades de inserção e acomodação, educação dos filhos, etc.) o certo é que não são conhecidos muitos elementos relativos às 2ª e 3ª geração que já beneficiou do caminho que os pais e avós desbravaram.
Mas são conhecidos muitos exemplos de sucesso e muito poucos fracassos.
Serão muitos os filhos ou de netos de emigrantes do Sobral que se evidenciam em diversas áreas, o que só pode ser motivo de satisfação.
Pena é que a comunidade portuguesa em geral peque, por vezes, por excesso de modéstia, pois que a cidadania noutros países também se faz pela afirmação quer das especifidades da cultura e da língua portuguesa, quer através da ocupação de lugares de relevo ao nível dos poderes ou das organizações locais.
Creio que os sobralenses emigrados da 3ª geração têm aqui uma grande responsabilidade de "vingarem" os sacrifícios daqueles que, por vezes, nas piores condições, tiveram a coragem de emigrar.
AAG

Anónimo disse...

Caro LSS,
Multa pesada, para o tempo, 50 escudos era dinheiro a sério, pelo menos, representaria dois dias de trabalho. O regedor seria o meu vizinho, do Cabecinho de Cima, o Sr. Zé Abílio de quem guardo a melhor memória, mas cujo vinho, na sua "loja da pipas", não era grande coisa. Além da loja da pipas, que destinava aos amigos, ele também tinha a "loja da burra" para os malandros. A história dos regedores tem de ser contada, pois informa sobre o quotidiano e o incidental aldeão e aqui o documento oral sobrepõe-se ao escrito: muitas das façanhas não chegavam ao Governo Civil, porquanto eram resolvidas ao nível da freguesia. De qualquer modo, no Arquivo Distrital de Castelo Branco, devem constar os
Registos de alvarás de nomeação e exoneração de Regedores e é possível confirmar quem era o regedor em 1958.

Bom Ano, LSS e continue a honrar-nos
com as suas boas memórias.
asp

Anónimo disse...

Sou uma estranha em terras de Sobral de S. Miguel,mas andei por outros continentes!
Nunca passei por Sobral de S.Miguel, mas como tenho um colega nato dessa aldeia do xisto, comecei a interessar-me pelos talentos que aí nasceram.
Pelo que estou a "descobrir" nessa terra nasceram grandes juristas, agrónomos, historiadores, médicos e muitos que deram novos mundos ao mundo.

Fiquei curiosa com o comentário de ASP sobre o "Portugal Descoberto: a Língua Portuguesa no Mundo" e escrevi-lhe para saber mais sobre os livros que publicou sob este título.
Noutro post colocarei, aqui, os resumos, que o ASP teve a gentileza de enviar-me, de outros volumes.
Aprendemos assim juntos e em muitas latitudes.
===========
Axé pra quem é de axé / Saravá pra quem é de saravá / Aleluia pra quem é de aleluia / Amém pra quem é de amém / Shalom / Namastê

Feliz Ano Novo para todos os sobralenses.

MMDSC

Anónimo disse...

Estimada Margarida Castro,
Não sei se já alguma vez nos encontramos nos caminhos deste mundo, em que somos cada vez mais peregrinos. Encontramo-nos, agora, nas vias digitais, por causa da Língua de Camões, um dos pais da Pátria Portuguesa.
Os dois volumes que lhe reportei em resposta ao e-mail que me enviou e agradeço foram publicados em 2008. Utilizo o "Portugal Descoberto. vol. I: Cultura Medieval e Moderna", como referência da unidade curricular "História da Cultura Portuguesa I"
e "Portugal Descoberto. vol. II: Cultura Contemporânea e Pós-Moderma", como livro de referência da unidade curricular "História da Cultura Portuguesa II" e faço deles menção pública no meu curricum no portal DeGois. Como toda a obra, eles continuam em construção e, se Deus me der saúde e se esgotar a primeira edição, farei nova edição com mais alguns capítulos entretanto elaborados. Noto que sou pago em livros, que geralmente ofereço, e não ganho dinheiro com tal negócio por isso posso fazer aqui publicidade sem ferir a ética.
Quanto ao Post, eu não sou digno de mais um Post. Os meus conterrâneos deram-se conta em dois momentos de factos da minha carreira. Aliás, eu cheguei a este Blogue tardiamente quando a minha irmã me alertou que a minha Cátedra nas Letras tinha sido divulgada no Blogue de Sobral de S. Miguel.
Camões é que ficava bem aqui.
Sem nacionalismos fora de moda, eu digo em qualquer parte que a maioria das nações se afirmaram em rios de sangue, antes pelos valores humanistas que informaram aquele e nos enformam, particularmente, a paz e a tolerância.
Aleluia, Saravá, Shalon, etc.
asp

Anónimo disse...

Meu Caro ASP.

No mês de Setembro passado permanci durante uma semana no Hotel Solneve aì na Covilhâ, fazendo quase todos os dias o trajecto até ao Sobral, o nosso torrâo natal.

Tenho pena nâo estar ao corrente nesse momento das suas obras publicadas.
Porque de certo as teria procurado.

Entretanto depois de ler as informaçôes que teve a amabilidade de nos oferecer aqui no Blog, o interesse em adquirilas é cada vez mais vivo e gostaria obter a informaçâo, qual o melhor método ou maneira, para mim em obtelas, eu que vivo no estrangeiro?

Se por acaso lhe é possivel e deseja pode contactar-me através do seguinte é-mail: icisol@hotmail.com

Pelo que se têm vindo divulgando
depois de algum tempo neste Blog. Estou convencido que a pessoa mais apta para ir buscar, nos descrever e nos dar muitas ou todas as informaçôes sobre os Regedores do Sobral, serà o amigo ASP.

E, se por ventura empreender tal trabalho, para jà, aqui têm todo o meu apoio.

FELIZ ANO NOVO a todos os Sobralenses aonde quer que se encontrem.
LSS.

Anónimo disse...

Aproveito para partilhar o poema " Novo Ano"
de Euclides Cavaco, que podem ler no endereço http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/AnoNovo/index.htm

Euclides nasceu no concelho de Mira, distrito de Coimbra e é imigrante no Canadá.

Mais uma figura que brilha na diáspora da língua portuguesa e é membro da epopeia dos emigrantes.

Ano Novo!A todos os Sobralenses e aos demais, que vivê-lo valha a pena,

MMDSC

Anónimo disse...

O nosso amigo Laureano Silva Soares enviou-me um soneto em
Redondilha Maior com ritmo de canção, facilmente musicável e possível de integrar em auto de natal. Acho que os autores do Blogue podiam editar anualmente uma caderno online com a recolha dos melhores poemas que nele aparecessem durante o ano. Eu daria a minha opinião positiva para que este soneto fosse um deles, sobretudo porque todo o ambiente é o nosso, particularmente de há cinquenta anos, em que frequentemente era natal nas habitações então mais humildes da nossa aldeia.


"Meia Noite

Na encosta da montanha
A choupana adormeceu
E na lareira sem lenha
O lume se esvaneceu.

No reduto que faz cama
Um rosto fixando o céu
E um raio cor de chama
Num clarão ali desceu.

Passou um anjo cantando
Ao mundo anunciando
Um presente sem igual.

Vai nascer o Deus menino
É meia noite e o sino
Diz a todos que é Natal." Laureano Silva Soares, 2011)
asp