Macacos da ditadura
Tu que te pensas rei na
terra onde nasci,
roubando a liberdade ao
nosso povo,
em breve serás o macaco
que antevi,
sendo velho... o antigo
Estado Novo.
O sol já brilha trémulo
no monte
e o chão que tu pisaste
sem razão
começa a escassear no
horizonte
porque roubaste a muitos
a vida e pão.
Lembras-te dos mortos e
subjugados?
Nas masmorras a voz tu
lhes tiraste,
mas todos esses gritos
sufocados
vingar-se-ão de ti que
os miraste.
Maldito para sempre
sejas tu.
Maldito o pão que comes
e te nutre.
Que sejas visto um dia
todo nu
e como pasto lançado ao
abutre.
Laureano Soares
Laureano Soares
Raízes de Ardósia
