domingo, novembro 19, 2006

Quem se lembra?

Este post é em especial para os jovens das gerações anteriores.
Muitos de vós lembrar-se–ão da pedra e do ponteiro que eram objectos utilizados nas nossas escolas, numa época pré caderno de papel, lápis e esferográfica.
Penso que foi pela década de 70, que as pedras abandonaram as escolas. Eu já só usei fora da escola, como “novidade”, para treinar as contas e caligrafia.
E ainda quebrei algumas, sem grandes consequências, o que possivelmente não aconteceria noutros tempos com os miúdos que por descuido ou brincadeira partissem alguma.




Quanto ás canetas de aparo e tinteiros, penso que só eram usados em ocasiões especiais como provas e exames, e que era de difícil utilização, provocando ao mínimo descuido um borrão de tinta no manuscrito.




Contem-nos os episódios que estes objectos vos trazem à memória.
E uma boa semana para todos!

29 comentários:

Kalu disse...

Meus caros amigos, a pedra que está no post chama-se lousa.
No meu tempo de estudante (anos sessenta) a caneta de aparo servia sempre para fazer a cópia. Assim se treinava a caligrafia.
Os mais desajeitados com essa caneta, por vezes, até rasgavam a folha do caderno diário. Lembram-se?
Um abraço a todos.

Mariita disse...

Se me lembro... tantas vezes rasguei o malfadado caderno de duas linhas!
E os borrões de tinta nos cadernos, na carteira, nas mãos e nas batas brancas?
Bom, mas o pior era no final do ano com aquelas folhas enormes, tipo 25 linhas, para fazer as provas! Era um tal rezar aos Santos preferidos para que o desgraçado do aparo não largasse tinta em sítio menos próprio!!
Mesmo assim, tenho saudades destes objectos memoráveis, foi bom revê-los.
Obrigado Serranita.

Moka disse...

Quando nos finais dos anos setenta, entrei na escola, lembro-me de ter reparado em dois furos no topo da secretária com dois objectos branquinhos, claro que toda a pequenada perguntou a professora para que serviam aquelas coisinhas, e ela lá explicou a sua finalidade, todos nós fica-mos a entender.
Escusado será dizer que algum tempo depois, já andava-mos lançar os tinteiros uns aos outros, alguns dias depois já os havia partidos, lembro-me que em pouco tempo, foram todos retirados das secretárias, se assim não fosse no final do ano só restaria os furos na mesa.

Da ardósia emoldurada, só me lembro, de a ver nas feiras. Nos dias de hoje, está de volta, com outra finalidade, e vemo-la muitas vezes nas mostras com indicação dos preços dos produtos ali expostos.

Que saudades eu tenho da escola primária.

ardosia disse...

Kalu chama-se ardosia

virgilio neves disse...

Ó Serranita,boa lembrança. essa bonitinha era das pequeninas-tipo primeira classe. Na loja do meu pai havia das grandes e pesadas e os lápis havia uns maciinhos que não chiavam ao escrever era preciso ter sorte nas compras...
Tambem me lembro de ter visto pedras com arames a nos cantos tipo agrafes para elas não se desencaixilharem (QUANDO AS ESFREGÁVA-MOS) e para não se partirem. Vejam bem a criatividade...mas que saudades daqueles tempos.

virgílio neves disse...

Quanto aos tinteiros não me lembro de usá-lo tanto porque o meu pai sempre ia dando uma canetita de tinta permanente mesmo das mais baratas (claro). Ainda hoje gosto de escrever com elas mas tambem já é raro...

Serranita disse...

Kalu/mariita imagino o stress(que na altura não existia!?) que essas canetas provocavam. Nós agora pegamos numa esferográfica ou caneta e nem nos passa pela cabeça esse tipo de preocupação (vidinha facilitada!;-))Mas deve ser semelhante ao que eu sentia cada vez que na aula de desenho tinha de usar o tira-linhas com tinta da china!

ardosia, acho que ardósia, lousa ou simplesmente pedra são sinónimos (neste contexto).

Moka, que pestes!:-)Ainda existem no Sobral as ditas carteiras?

Virgilio, essa "pedra" pequenina comprei há anos , imagina, na Feira da Ladra, o ponteiro ainda são restos do Sobral. O tinteiro e a caneta foram presentes do avô!

Serranita disse...

Virgilio, tavas aí! Eu tb adoro escrever com caneta de tinta permanente, se pudesse não usava outras!

virgilio neves disse...

estou serranita vou enviar a foto que prometi...

Moka disse...

Serranita, desconheço se ainda existem as velhinhas carteiras, até porque nunca mais entrei naquelas instalações, mas tenho vontade de rever aquelas salas de aula.

Como tudo mudou imagino que alguém, se tenha lembrado de facilitar a vida às nossas crianças, porque as carteiras antigas não eram nada práticas, lembro-me que tudo escorregava para o chão, e de ter de me levantar imensas para apanhar as coisas do chão.

Mariita disse...

De facto, até podemos achar que as antigas carteiras não eram muito práticas. Porém, li algures que eram óptimas para manter uma postura correcta das costas e pernas, que facilitavam a leitura, a escrita, e, imagine-se... ideais para melhorar a aprendizagem dos alunos dislexicos!
Quem diria?!

Mariita disse...

E aquelas sacas onde se levavam os livros: umas de pano, outras de serapilheira, e, mais tarde, umas malas castanhas que especialmente as raparigas todas queriam ter.
Não haverá por aí nenhuma que tenha resistido ao passar dos anos, e possa ser fotografada e mostrada?

Moka disse...

Mariita, é muito natural que todas essas características, fossem benéficas para os alunos, mas, na verdade para crianças de 6 anos, aquelas mesas não eram nada funcionais, nos dias de hoje penso que só os desenhadores é que utilizam estiradores com a mesma inclinação.

famel disse...

Eu ainda me sentei em algumas dessas mesas. Hoje n sei o k é feito delas, m vou investigar...c sorte ainda haverá alguma k n serviu p atear o lume e virá parar ao blog!

Serranita disse...

Mariita, não sei que malas falas...eu tenho uma, mas não sei se será dessas!Fechavam com 2 fivelas?
Famel, descobre lá essas mesas, ou terão acabado no madeiro do Natal?(certa vez vi queimarem um confessionário!!!)

famel disse...

Confessionário??? Foi aki no Sobral? Já m tinha questionado o pk d n haver nenhum na nossa Igreja.

Moka disse...

Famel! Eu vejo duas explicações, para não veres o confessionário, na igreja, ou já não existem pecadores “no que eu acredito”, ou muito simplesmente arderam na fogueira!

Agora a falar a sério.

É pena que certos objectos, que fizeram parte do quotidiano dos nossos pais e avós, tenham tão simplesmente desaparecido. Hoje seriam importantes para se poder fazer um valioso museu.

consciencia disse...

Pois é no tempo dos nossos pais ainda hoje hà objectos

mas daqui a 50 anos os nossos netos nao vao ter nada nosso

porque hoje uma grande parte da nossa historia pode desaparecer em duas geracoes

e somos nos mesmos que estamos a comessar a apagar a historia

uma grande parte do que estamos a escrever é virtual

é dificil de proteger a 100%

tudo o que nao for gravado na pedra perde-se

Serranita disse...

Sim, famel, foi no Sobral.

Kalu disse...

Só queria chamar à atenção do «ardosia», que Lousa ou Ardósia é a mesma coisa.
Pode ler-se na Nova Enciclopédia Larousse.
Efectivamente nesse tempo havia quem lhe chamasse ardósia.
Um abraço.

Mariita disse...

Ó Famel, se ainda existe, podias também fotografar uma salamandra (nós chavamos-lhe estufa) das que havia nas salas de aula.
No Inverno, se a professora estava de boa lua, deixava-nos secar à volta dela, os vestiditos, e o calçado... quem o tinha! Como aqueles sapatos horríveis, duros e cheios de protectores por baixo, que faziam um barulho medonho no soalho da sala.
Uma vez, todas cheias de frio, para nos aquecermos, empurra daqui... empurra dali...
lá vai uma "tostar" as mãos em cima da estufa! Foi um tal berro!
Já não me lembro da gravidade do caso, mas o castigo, foi aguentar na carteira a roupa toda molhada.

ardosia disse...

Amistoso Kalu um abraço para ti

Mariita disse...

Serranita, as malas eram castanhas, arredondadas em cima, tal como a pega que era de latão. Se a memória não me atraiçoa a mala fechava ao meio, porque a tampa fazia bico e o fecho também era de latão. É provável que as dos rapazes fossem diferentes, porque o unissexo, não funcionava naquela altura!!
Todo o material era do género das malas de viagem desse tempo. Uma espécie de couro por fora e cartão por dentro!

nuno marques disse...

Susete, eu sei quem tem, ou pelos menos tinha há uns anos atrás uma dessas carteiras, era a Sónia e a Célia da Cremilde que tinham uma no quintal por baixo da casa, fala com elas, talvez com um pouco de sorte ainda exista.

Mariita disse...

Se as nossas professoras ainda fossem vivas, já estávamos a levar reguadas pelos erros!
O castigo, seria escrever a palavra correctamente para ai umas 20 vezes!!
Por isso, peço desculpa pelos que escrevo, sem me aperceber. Caso de: "chavamos-lhe" - quando deveria ser chamávamos-lhe.
Ai a língua portuguesa, tão bonita e tão traiçoeira!
Nunca se pode descurar! É preciso escrever... escrever... ler... ler...

Serranita disse...

mariita, já sei quais são as malas (já tinha perguntado) e afinal não são as que eu pensava. Essas devem ser já mto difíceis de se encontrar!

Mariita disse...

Pois é Serranita...
já é tudo de museu!!

Kalu disse...

Recordar é viver... bons tempos que já não voltam mais!!!

Um abraço a todos.

Pri disse...

Preciso saber até que período a lousa foi utilizada como caderno em sala de aula. Se alguém tiver essa informação fico grata.