quarta-feira, outubro 11, 2006

As Pútegas!

Citinus hipocistus - Família das Rafflesiáceas
Holoparasitas carnudas. Plantas pequenas amarelo-avermelhadas, caules muito curtos com folhas escamiformes densamente imbricadas. Flores subsésseis reunidas num denso cacho com flores masculinas e femininas. Parasita sobre as raízes das Cistáceas em todo o País. Foram muito utilizadas
no passado em medicina popular como adstringente.
Nome vulgar: pútegas ou coalhadas.
(Ana I. Correia, Local - Ribeira Abaixo, Abril 1982)
"Em tempos que já lá vão… não havia quem não gostasse de ir às pútegas!

Então, chegando o tempo, lá me punha eu a “atintar” a minha mãe ou avó, para me deixarem ir, ou, melhor ainda, irem elas comigo; já que eu, pequena e pouco habilidosa para essa lide, não apanhava nada. Depois de belas abadas e com as mãos todas sujas da apanha, mesmo sem água por perto para lavar as ditas, passava-se à fase do “queijo”, ou seja: espremia-se o “Berrotcho”- eu chamava coalhada - para uma pequena lage apanhada na ocasião e limpa na ponta do avental. Na falta de colher, comia com um pequeno pau (garfo) tirado de um qualquer “ervedeiro”. Era um festim!

Um dia, teria para ai uns seis ou sete anos, fui com a minha mãe para o Cadaval. Já farta de correr pelas lezírias, pendurar-me nas árvores, atirar pedras e sei lá que mais judiarias… convenci-a a deixar-me ir procurar pútegas… em pleno Verão!! Ela bem clamava que não havia pútegas nenhumas… mas, tanto lhe moí o juízo que lá me deixou ir. Depois das recomendações de que não me afastasse muito e que fosse cantando ou gritando para ela saber onde eu estava, lá parti qual heroína destemida para a maior das aventuras, no meio da floresta em solo lusitano!

Fui cantando, caminhando, cortando flores, atirando pedritas aos pássaros e comecei a pensar que poderia ir subindo cada vez mais, para chegar ao Cadaval de Cima. Embalada com esse desejo lá fui andando, porque de repente… esqueci as pútegas! Recordei-me de repente que o “ti” Zé Hermínio, contava existir no cimo do Cadaval uma clareira, para onde os pastores iam quando a trovoada apertava. Ele próprio, num dia que ameaçava “borrasca” mal a chuva e o vento começaram, abriu o guarda-chuva e qual maravilha… um remoinho meteu-se debaixo dele e trouxe-o a voar até ao Cadaval de Baixo! Com essa imagem no pensamento e achando que tinha de ver o local da aventura; até já me via a voar também… corri quanto pude.

Porém, não tardou, comecei a sentir-me cercada por mato cada vez mais espesso, e perdi a noção do sítio onde estava. Não queria gritar para não dar parte fraca, mas já as lagrimazitas assomavam no canto dos olhos e prestes a gritar, sinto… qual erupção vulcânica, forte tropel de cavalo. Parei e pensei, estou salva! Deve vir ai o Ti Abílio… afinal ele andava por tanto lado e só o cavalo dele era assim tão forte para fazer aquela barulheira toda.
Toda contente, imaginando uma bela “cavalossa” no animal; o que vinha mesmo a calhar, porque estava cansada e a ficar cheia de sede e fome. Mas… o que surge na minha frente, não tinha semelhança alguma com o Ti Abílio! O cavalo era enorme (aos meus olhos!) de um castanho avermelhado que eu nunca tinha visto, com crinas negras de tamanho desmesurado, relinchando espantado. O cavaleiro era ainda novo, parecia-me vestido de negro e lutava arreliado para segurar o animal, olhando-me com olhos que pareciam faiscar lume, disse em voz de trovão:
- Sua “pingenta”!!!

Fiquei aterrada …. colada ao chão… tentando recordar alguma das orações que a minha avó ensinava para estas ocasiões de aperto, mas só me vinham à memória os contos que ela desfiava no caminho para as Barrocas de Muro de: Moiras Encantadas, Lobisomens, Almocreves e Cavaleiros com longas capas negras que representavam o próprio Lúcifer!!! Bom… ali, só podia ser o caso!

Desatei a correr pela encosta abaixo, primeiro em silêncio tal era o “caguffo”, mas depois a berrar com quantas forças tinha, mãeeeeeeeeeeeeeee…. parecia-me que o cavaleiro me perseguia, pois continuava a sentir o tropel do cavalo. Caí não sei quantas vezes; rebolei, “esgaranchei” as pernas todas, rasguei o vestido e só parei quando ouvi a voz salvadora e risonha da minha mãe, a perguntar:
- “Atão” Mariita, já apanhas-te as pútegas todas? Vê lá se deixas algumas p’ra semente!!!

Acolhi-me nos seus braços protectores; mas olhando para os “terminos” em que eu vinha, não me sovou porque era muito branda nesse costume. Puxou-me as orelhas por causa do rasgão no vestido, limpou-me o sangue das feridas, pôs-lhe cuspe (óptimo desinfectante!) e fartava-se de dizer:
- “Ranilhas te caia “ (que nunca percebi o que era). Depois, quando lhe contei a “estória” gozou-me até mais não, por causa do cavaleiro de Lúcifer!!!

No caminho de regresso ao Sobral, nesse final tarde, com os carregos à cabeça, foi uma risota geral quando a minha mãe contou a minha aventura. Escusado será dizer que eu vinha bem na frente - contrariamente ao que era costume - “amonada” por ser motivo de chacota geral.

Passado tempo, quando calcorreava aqueles caminhos sozinha e a cantarolar – era uma forma de espantar o medo - alguém que conhecia a minha voz atirava:
- Ó Mariita já viste o hoje o cavaleiro? Trá-lo cá que a gente precisa da força do cavalo!

Nunca soube quem era o cavaleiro, mas que o vi…vi! Acreditem!"


M. Miranda
Out. 2006

Mais uma vez bem hajas pelo contributo!

24 comentários:

Sobralfilho disse...

Soube-me bem ler esta história de M. Miranda.
As pútegas – corri por elas, este ano em Julho (!), para mostrar à família Zef.
Cheguei tarde, claro. O tempo delas é em Maio, mas, em Junho é quando elas estão
satorradinhas. A memória, as folhas rasgadas do calendário, atraiçoaram-me.
P´ro ano em Maio, lá estarei.
E estou mais rico: fiquei a saber o seu nome latino.

Além, das pútegas também havia um outro vegetal que ara comestível, dava uma flor branca, caule esguio de cerca de 20cm de altura e cuja raiz era + ou – esférica, cor castanha, branco o interior e que nascia nas bouchas, nos anos seguintes à colheita do centeio.
Alguém me saber dizer o nome? (penso que lhe chamávamos torresmos – será?)

famel disse...

Falas dos "satorrelos", iguarias pelos quais os javalis cavam em td o lado na primavera!
Ainda este ano comi mts putegas e satorrlos enquanto trabalhava...privilegios de kem trabalha na serra :)

Sobralfilho disse...

Bem hajas, Famel. É isso, satorrelos. Mas, já não sou capaz de os identificar. Na Primavera falerei contigo.
Isto de (já)não ser pastor...

zef disse...

1.Pedindo desculpa, uma ligeira correcção: a designação científica da pútega é: Cytinus Hypocistis.
2.Pedindo licença, e por causa de pútegas e outros manjares (referidos também, com outros nomes, por Sobralfilho e Famel?), um naco saboroso de Aquilino Ribeiro:
“Beltrasanas, instruído nas produções da pródiga natureza, pôs-se à busca de pútegas, que se estava na sazão. Esta planta é a parasita dos sargaços, consistindo a sua frutescência em gomos leitosos, ordenadaos em pinha, dum vermelho de ananás maduro, emergindo da terra o que basta para se dar a perceber a sua coroa radiosa. Os pastores espremem-nos entre as polpas dos dedos e com regalo lhes chupam a massa tenra, levemente acidulada. Com o fruto desta planta e de panaqueijas que, em despeito da haste fina, delicada como alfinetes, deitam tubérculos brancos, maiores que ovos de tanjasno,…” (S. Banaboião - pág. 83 da ed. de 1964, da Bertrand).
Que são panaqueijas? Serão satorrelos?
P.s. se comentários deste tamanho forem considerados inconvenientes, digam-me, que não repito…

virgilio neves disse...

Eu vou cair p/ trás de tão contente que estou... Nunca imaginei que ia conseguir saber o que acabei de aprender sobre as pútegas. Tantas tantas que eu comi no m/ Casal da Pires. Como eu queria saber esses nomes todos,calculei que outras gentes saberiam das pútegas e de facto assim é. A Maria Miranda também nos sai uma bela contadora de estórias. Obrigado... deixaste-me mais inspirado. O Sobralfilho estava perdido ...senão fosse a Famel ajudava-te eu. Até me parece que os satorrelos são uma espécie de trufas muito muito apreciadas na culinária Francesa, ainda vou investigar isso a fundo,isto porque dizem que andam com porcos treinados a fareja-las pelos bosques. Famel... este post soube-me a uma verdadeira sobremesa.

virgilio neves disse...

Obrigado também ao ZEF pelos detalhes de sua prosa.

Sobralfilho disse...

Oi, Zef, vejo que continuas actual e actuante. Continua, por aqui, e serás um sábio. Até o nosso Aquilo Ribeiro se tivesse vindo ao Sobral saberia:
- Que aqui se diz SORGAÇO (isto de sargaços é lá para outras águas, para outras bandas) tanto que temos ali bem perto (Arganil) uma Terra chamada Sorgaçosa. O sorgaço abunda na Serra do Açor;
- Que a pútega não é exclusiva dos sorgaços. Também a esteva dá pútegas bem saborosas.
Além do mais, constatamos que os dicionaristas baseados no seu “anquilosado” latim (e quem não sabe… fica, assim) ignoram a palavra sorgaço, não a mencionando nem como regionalismo, não é verdade? Ora, isto não será um travão à evolução da Língua que dizem (eles) que é viva…

Quanto ao resto, tens do nos dizer qual o tamanho “dos ovos de tanjasno” para podermos comparar. Os satorrelos: se bem me lembro, a planta tem um caule esguio e quebradiço, sendo o satorrelo branco no interior e a pele é escura (mas, a Famel poderá dizer-nos. Eu já há muitos anos que não provo nenhum), poderão, muito bem, ser as panaqueijas de Aquilino.

Fétera disse...

As pútegas!
O que eu me ria quando ouvia á minha avó falar das pútegas; ía para a escola rir-me com as minhas colegas: "a minha avó disse uma asneira".
Muita piada achava eu ao nome, o qual difilcilmente em criança consegui pronunciar. Mias tarde arrisquei-me a provar as ditas e durante os seguintes meses de Maio (depois da escola), ía dar as minhas voltas só p as encontrar. Trazia ás abadas!!!
Chegando a casa espremia-as para uma taça e juntavas-lhes mel! UM MANJAR DOS DEUSES!

chenouca`s disse...

Com ou sem mel o certo é que as putegas são do melhor!!! Isto parece bruxedo mas ainda esta semana estava a tentar explicar aos meus colegas "alentejanos" o que eram as pútegas e as cardas!!! Enfim, ficaram na mesma porque pelos vistos nunca as viram...tadinhos!!!Os míscaros são universaias, claro! Há coisas que ñ esqueço, o arrozinho de cardas é uma delas e os "desejos" já apertam, enfim,...e aquelas florzinhas azuis turquesa que se "chupam" e de lá sai um sabor adocicado, UHHMM!!!! Não mata a fome mas engana-a...

virgilio neves disse...

CHENOUCA'S, as florzinhas azuis-ver foto nos posts de Maio- chamavamos-lhe sugameis e ainda neste verão os suguei.
FETERA, pútegas não era asneira nem tomates, mas as velhinhas preferia as tomátegas.
SOBRALFILHO, será que enxertas-te algum pé esteva com garfos de sorgaço lá no tarrastal ou foi na tojosa ? Olha que deves estar a confundir porque há sorgaços de flor amarela e de flor branca. Estes não se confundem com estevas porque são rasteiros e as estevas chegam a mais de metro e meio.
Tive um patrão da Sorgaçosa- freguesia de Pomares ou Avô...

Sobralfilho disse...

Olá, Virgílio. Não, não enxertei. Não me lembro de ver estevas no Tarrastal, mas sim na lomba da Fojasteira (mais concretamente nos terrenos que foram da Ti-Ana Bárbara – avó da M.Miranda; do Ti-João Romão e do Ti-João Pereira).
A esteva (Cistus ladanifer L.), além da flores bonitas (maculadas e imaculadas), dos birlos, do lábdano (aquela cola pegajosa que antigamente era utilizada para fins medicinais é hoje utilizada para fixador de perfumes), dá também um parasita – a pútega.
Nos vários dicionários que consultei, todos eles se referem que a pútega é um parasita da esteva, nunca mencionando o sorgaço (com ó com á). Saíram-me cá uns ignorantes estes dicionaristas (lol). Estão desculpados, não eram do Sobral…

Resta-me dizer-te que nunca provei pútegas de esteva, mas quem comeu disse-me que eram gostosas.
Mantém-te atento ao teu e-mail. Vou mandar-te uma pútega da esteva (só uma…) para amostra.

famel disse...

Sobralfilho confirmo, os satorrelos t~em uma pele castanha P/ fora e são brancos p/ dentro. E é dificil encontrá-los pk costumam estar mt profundos e o caule é mt fragil. P/ vezs parte-s o caule e perdemos o seguimento p o tubérculo :(

Anónimo disse...

Bem haja, Famel. É isso. Na fozgesteira, último sítio onde os encontrei e comi, recordo, agora, que era difícil encontrá-los, quando se partia o caule. Provavelmente será o mesmo petisco de que nos falava o Aquilino Ribeiro – as panaqueijas (aqui referido pelo Zef). De facto, entre a maralha do meu tempo perante a colheita abundante de pútegas ao espremer os berrotchos dizíamos vamos fazer queijo. Ora, queijo e coalhadas tem afinidades com as panaqueijas.

Sobralfilho disse...

Bem, não carreguei onde devia ou anonymous "à força"?

Sobralfilho disse...

Desculpai: Que grande confusão deixei no meu comentário anterior. Terá sido o efeito da Esteva que bebi ao almoço(?!).
O objectivo é estabelecer uma ligação entre os nossos Satorrelos e as Panaqueijas de Aquilino Ribeiro e não entre as Pútegas e as Panaqueijas (fui levado pela coalhada e queijada das pútegas).

À Manjedoura disse...

Pelo menos já desde as primeiras décadas deste século que as putegas fazem parte da nossa alimentação.
Quem tiver tempo e paciência para ler, tem ai um belo relato da alimentação das crianças na época.

"A alimentação infantil

Disse-me uma vez uma velhota, referindo-se às restrições com que criara os filhos: “Tanto que nós passámos para criar os filhos! E aí estão fortes e saudáveis!”
Após o parto, se tudo corria bem, as crianças eram criadas ao peito, mas se as mães não tinham leite,começavam os problemas: procurava-se, no casal,
uma mulher caridosa que ainda estivesse a amamentar o seu filho, para partilhar o seu leite com o infeliz que estava condenado à morte se não fosse mamar esse leite. As vezes não se encontrava nenhuma mulher nessas condições e as pobres mães sem leite, tentavam tudo para salvar os filhos: davam-lhe leite de cabra à colher, se havia alguma cabra em condições; preparavam caldos de farinha - triga com leite - mas se não o havia, faziam os caldos só com farinha crua apenas escaldada com água e um pouco de açúcar; davam-lhe sopas de vinho; mastigavam pão ou batatas que, depois de muito bem ensalivadas, eram introduzidas na boca das crianças que, com dificuldade, engoliam esse bolo. A mortalidade infantil, nos primeiros meses de vida era grande, tanto pior quando surgiram epidemias como febre tifoide, garrotilho, varíola e outras. No Malhadal muitas vidas foram ceifadas;
certamente foram as mais débeis que não resistiram. É possivel que as que resistiram sejam esses filhos fortes de que me falou a minha informadora? Ter-se-á dado um fenómeno de selecção natural? As crianças que atingiram a 2ª infância, deixavam de ser tratadas com os desvelos com que foram na 1ª
e nem sempre comiam quanto queriam e aquilo que gostariam de comer: não lhes davam ovos, nem leite (apenas um pouco de almece), não comiam regularmente carne magra, comiam apenas metade ou a terça parte de uma sardinha, um bocado de toucinho ou de farinheira (apenas farinha e gordura),
poucas azeitonas, pouco queijo (come o pão e cheira no queijo!), enfim, comiam da mesma “bacia” dos adultos, se queriam sobreviver. Cedo começaram a ir para os campos com as cabras e aí, com os mais velhos, aprenderam a lutar pela sobrevivência. Contaram-me homens e mulheres que foram crianças
nas 1as décadas do século, o que por lá comiam, além do bocado de broa que levavam na bolsinha: azedas, rebentos tenros de carqueja, pequenos bolbos de uma espécie de lírio a que chamavam “gambozinos”, PUTEGAS das estevas e dos sargaços, flores de marmeleiro e de sargaço branco e chupavam algumas
flores como o suga-mel. Amadurecidos pela dureza da vida, passaram a deitar a mão a tudo o que encontravam, pertencesse a quem pertencesse. Escolhiam os melhores medronhos, figos, laranjas, abrunhos, uvas, marmelos, maçãs ...Longe do casal, ajudavam-se uns aos outros a tirar o leite das cabras, às vezes, deitados no chão de papo para o ar, ordenhando directamente para a boca. Outras vezes, partiam ramos de figueiras, espremiam
o leite que ela segrega para uma grande folha côncava, ordenhavam para aí o leite de cabra que coalhava e comiam os coágulos com uma folha rija que servia de colher. Na capoeira, na ausência das mulheres da casa,tiravam um ou outro ovo, de modo a que não se notasse a falta e cozinhavam-no do modo que lhe fosse possível. Nas “alojas” sempre encontravam momentos oportunos para tirar qualquer coisa que se pudesse comer, principalmente nos dias a seguir à matança em que as carnes estavam na conserva. Terão, com essa conduta, encontrado as proteínas, as gorduras, as vitaminas e os sais minerais de que o seu organismo estava carente? Procurei saber se teria havido grandes avitaminoses, graves doenças por carências e parece­me que não
as houve. Além da cárie dentária que deixou algumas bocas despovoadas (hoje também há); alguns casos de bócio (raros). Não me falaram de nenhum caso de problemas de visão nem de raquitismo. Conheci pessoas de mais de 80 anos que enfiavam uma agulha sem óculos. Gente que passava grande parte do tempo sob a influência dos raios solares terá recebido deles grandes benefícios. Os ares são puros, razão pela qual, certamente, aqui não houve nenhum caso de tuberculose, mesmo quando ela grassava noutras zonas com resultados catastróficos. Será que a alimentação, que se julgava tão pobre
tinha todos os elementos necessários a uma saúde normal e que o facto de ser ingerida em pequenas quantidades, muitas vezes racionada, foi salutar para este povo?

Anónimo disse...

SORRY "À MANJEDOURA".FAZ LA COMENTARIOS MAIS PEKENOS SE NAO TE IMPORTAS.É K É MT PRA LER.DESCULPA

VIRGILIO NEVES disse...

SOBRALFILHO obrigado pelo mail . Tambem já localizei mais pútegas -cytinus hypocistus- no Altavista.
Assim como os sorgaços e estevas.
Continuo com uma peq. dúvida sobre as pútegas das estevas, mas tambem sei agora que existem vários tipos. Lembro-me que vi um dis na Serra da Arrábida uns exemplares que me fizeram logo lembrar as "nossas", só que não me atrevi a prová-las.

Pita disse...

Eu nunca gostei de pútegas, sabia a resina.

virgilio neves disse...

Pita, SERÁ que não as comias com uma colheirita feita de ramo de pinheiro verde, depois de espremeres os berrotchos numa peq. laige?

Anónimo disse...

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xana disse...

bem... que saudades das putegas!!! também ou uma das que ainda corre por elas, nas não as tenho encontrado...

Anónimo disse...

Se for tardio o meu comentário... desculpem. Também eu como, por alturas de Maio (finais), princípios de Junho as famosas pútegas. Em Vilar de Perdizes são chamadas de "aboitegas". Os meus amigos a quem foram este ano apresentadas num passeio gastronómico ficaram maravilhados e afirmaram que o sabor (indefinido!) é delicioso. Não é que supõem que pode saber a pão com nozes? ou pão com qualquer coisa?
É fácil sobreviver na serra desde Maio a Dezembro aproveitando o que a natureza oferece: Cerjas bravas, pútegas, feijão montês, azedas, ameixa brava, pera e maçã brava, sabugueiro, castanha, medronho, etc.

claudia cardoso disse...

Eu também adoro putegas, desde de pequena que as apanho e me delicio com elas, como um vicio lol! Foi o meu pai que me deu as conhecer as mesmas. Moro numa aldeia perto de santarém. E ao come-las, muita vez pensei que beneficios aquilo me daria :P! Adorei ler os vossos testemunhos aqui fica o meu..